Tuesday, April 27, 2010

Descompasso

Denunciadores eram os olhos verdes como a grama de um jardim suspenso, lábios trêmulos.
Aperta as mãos sobre o peito.
Descompasso.
Depois à volta para a casa de tijolos a vista.
Sinuosa.
Só desejo imensamente que ela me ligue em hora avulsa.
Tudo se transforma.
Do gelo se faz fogo.
Na morte a vida.
Desses dias e ruas ainda restam lembranças.

Deve-se “nascer” a cada segundo
Foge das dores cotidianas
Queima em felicidade, abraça o mundo!

Eu.

Ele

“Eu gosto da humanidade. O que eu não suporto são as pessoas.”

“Mas o amor não existe para fazer a gente feliz?”

“Nenhuma sensação no mundo é tão boa quanto a de alguém que acabou de se livrar de uma obrigação.”

“Aquela menina é tão linda… e ainda por cima tem cheiro de papelaria.”

“Irmãos e irmãs jamais deveriam pertencer à mesma família.”

“Não falei que tô apaixonado por ela, simplesmente disse que gosto do chão que ela pisa.”

Por: Linus van Pelt (By: Peanuts)

Wednesday, April 21, 2010

Franzino

O Sol de intensidade tênue perpassa a fresta da janela com formato oblíquo.
Aquece espaços, até então intocáveis, abraça o corpo franzino diluindo-se como beijos de saudade.

Eu.

Tuesday, April 20, 2010

Lábios/Luz

Estendeu seus lábios até os meus.
Como dia e luz recolhe-se, e noite será outra vez.
Só luz nos lábios teus e meus.


Eu.

Monday, April 19, 2010

1º de Maio

Andar, andar, e apenas andar-me sem nada, no vazio das horas
Flores na porta dos sonhos, sem cores
Molduras ofuscadas, vivenciadas
Vidas, amores...

Desliza sobre o ventre da noite
Miudezas de um dia caustico
Na simetria da aurora rachada
Embalo-me sou sonho senil...

Dessa quimera translúcida, o porvir afoga
Os campos, esses fartos de grãos
Ensejos, bocejos, seria delírio matinal?
Que assim seja


Eu.

Thursday, April 08, 2010

Afetividade

A aplicabilidade em relação às ditas práticas Humanas e suas relações, seja de conduta ética, moral ou afetiva se mostram inaplicáveis, a partir da complexidade que nos cerca. Criemos então "mundos paralelos" e utópicos de conduta, sejamos felizes e amorosos em um mundo contemporâneo de sonhos e devaneios.
O amor salva!

Eu.

Monday, April 05, 2010

Red

Todo dia quando desço aquela rua estreita, sem rumo nos olhos, desfeitos os cabelos ralos por um vento matinal que vem e vai, a indagação sempre é a mesma, porque tenho essa mania em decorar as cores do céu? Os tons de azul nunca são os mesmos.
Ainda assim prefiro o cinza. Cor nefasta. Tenho apreço por tons e cores.
Tudo é relevo sobre o fundo branco dos olhos. Esses degraus e seus espaços mínimos desaceleram olhares. Ando vigiando mãos disformes ao vento.
Pássaros que voam com suas asas quebradas, retorcidas.
Palavras desbotadas na ponta da língua. Carimbos em escadas rachadas.
É o que vejo todos os dias nessa descida matinal. Olhos fulminantes vigiam-me por detrás das janelas sem vidro.
Permaneço inquieto, ainda sem palavras.
Ainda há algo de mim naquelas pálpebras azuladas.

Eu.