Saturday, June 27, 2015

Subsolo

A quem diga que a vida se pauta apenas das grandezas realizadas ou vistas, meu avô Alvino, dizia o contrario, essas fazem parte, as minuciosidades é o que realmente importa. Ele ainda dizia: Sabe-se tanto sobre o homem, porém, pouco ainda se faz por ele, dizia não com essas palavras, é claro, mas lembro-me bem de algumas de suas observações. Olhamos tão pouco  aquém. Por que só conseguimos navegar nas incertezas quando estamos imersos nelas?! São questionamentos que muitas vezes não encontram respostas, talvez não existam. Tenho uma vontade latente em mim de poder lhe passar o ‘ meu ao redor ’, o que não consiste em apenas ver, mas sentir. Certo dia cheguei a conclusão que tal exercício é impossível de se fazer por inteiro, mas mesmo assim posso lhe passar um pouco do que cerca-me nesses últimos tempos, em sua maioria são todos inventados, é uma espécie de invenção que funde-se com a realidade, suponho que muito de nossas vidas são invenções em cima de percepções reais, ou achamos que sejam. Tenho maior facilidade para as desimportâncias, essas que achamos ser tão importantes, eu tenho chamado de desimportantes, pois diante de certas situações, elas pode diluir-se. Alguns exemplos poderiam ser citados: a polidez me cativa, como me cativa à borracha com cheiro de maçã, lembro-me de uma Professora do ensino Fundamental, chamava-se Aurea. Eu ainda continuo enterrando os peixes mortos do aquário. Estou pensando em deixar essa pratica talvez voltar em outro momento, ainda resta um bom cardume, cores diversas, é frio, o aquecedor mostra-se impreciso, o termômetro quebrou, vai sendo preenchendo com proteção em sua altura, assim forma-se um espaço com maior aquecimento para os peixes. O último deles foi envolto a um jornal, tinha alguns anos de existência, se foi, assim como se vão pessoas, novas ou velhas. Todos.  A resignação toma conta, observa-se em detalhes a finitude de um todo. Não seria muita pretensão nossa no vermos mais que um suspiro? Frágil. Nada mais. 


Tuesday, June 02, 2015

Apenas



Definir algo indefinível é como contemplar o não contemplável, completar o incompleto, mensurar o imensurável, propor infinitude ao finito.
Diante de (in) definições, o amor não é definível, e sim vivenciado cotidianamente....