Friday, December 19, 2008

Eu

Tenho lhe falado tanto através de sublime silêncio.
Sempre estará "presa" em minha retina.


Eu.

Wednesday, December 10, 2008

Vida

Alguns minutos ou segundos podem ser tão valiosos quanto uma vida toda sem poesia, palavras e silêncio.


Eu.

Passagem

Não passe como uma ventania ligeira e apressada, mas sim como uma brisa leve e suave, que acaricia minha pele.
Passe sempre, quem sabe um dia "fique".

Eu.

Thursday, December 04, 2008

Oblíquo

Observa-la continuamente, da janela, na sala, aquele olhar "oblíquo".
A avenida fica iluminada após às 20:00 horas, é assim todos os dias, as cores do céu nunca são as mesmas, como as visões retilíneas das pálpebras dela.

Eu.

Tuesday, November 25, 2008

Kiss

O Beijo
Os lábios se tocam.
As almas se testam.
Os sonhos afloram.
O momento não tem...
Suspiros nos restam.
Sou como um ébrio jardim em felicidade a espera de flores perenes.


Eu.

Monday, November 10, 2008

Artesss

Arte+Poesia+Cinema+Canções+Teatro.
Deleite cultural.


Eu.

Sunday, October 26, 2008

Toca-me

Toca-me de leve.
Sem medo, depois, como fazem os pássaros que voam de árvores imensas, volta em revoada e leva-me contigo.
Leva-me e não traz de volta.

Eu.

Wednesday, October 08, 2008

Anacrônico

Apenas escrevo sentimentalidades as quais não passam por mim sem antes serem "denunciadas" em papel branco.
Adoro a subjetividade sentimental, o apreço por detalhes cotidianos, amenidades."
Sou um Vitoriano anacrônico .
"Anacronismo" esse que me deixa forte, por saber que a poesia liberta"

Eu.

Saturday, October 04, 2008

"Poetar"

Questiona-me o que mais imponente tenho em mim?
Por vezes o mais forte e áspero que tenho em mim é a "demência" e devaneio.
Desses Poetas de esquina que sentam-se no meio fio e diluem suas sentimentalidades à despeito de tudo, da dor, amor, morte, medo, felicidade, as cores do céu, da noite, da raiva, desse paradoxo que é viver, sentir...


Eu.

Tuesday, September 30, 2008

"Cedro de vidro"

Ontem eu a vi.
Foi ao lado do Ipê amarelo, debaixo da sombra de um Cedro de vidro, por dentre as árvores frondosas de Primavera.
Andavamos após às 6 da tarde, folhas secas com recados na agenda lilás.
Acordei.
Era sonho.


Eu.

Sunday, September 21, 2008

"Verdade"

Quanto se mente é o único momento onde chega-se mais próximo da "verdade", pois, ela é subjetiva e não existe de maneira concreta.
O que há são meras interpretações.
Apenas Contínua Diluição de satélites.


Eu.

Sunday, September 14, 2008

Dimensão

Contínua Diluição de satélites, amadurecimento de cometas e semeadura de estrelas.
Subjetividade poética.

Eu.

Thursday, September 04, 2008

Sigur Ros

Na subjetividade de ontem.
Regando as estrelas e celebrando com as nuvens.


Eu.

Saturday, August 23, 2008

Satélites

Com ela.
Diluindo satélites e adormecendo cometas.
Sentado diante as estrelas, flutuando entre as nuvens.
Contemplando o céu.




Eu.

Tuesday, August 19, 2008

Palavras

O silêncio é o espaço entre mim e as palavras ásperas e doces a diluirem-se no tempo.



Eu.

Saturday, August 16, 2008

Montanha mágica

Sobes até a montanha mágica de sua imaginação e sente o desejo realizado, pulsando em ti como um coração em desatino...




Eu.

Thursday, August 07, 2008

Lábios

Desses olhares de cera que atravessam as paredes.
Silhueta diluída.
Só os lábios denunciam.
Em transe vejo montanhas, avenidas...
Nas madrugadas insólitas.
Sem hora ou despedida.


Eu.

Saturday, August 02, 2008

...

Na calçada lilás escrevi seu nome com giz de cera.


Eu.

Thursday, July 31, 2008

Amor

Uma grande maioria não sabe nada sobre o "AMOR".
Sua essencia pode estar em seu grande e indecifrável "segredo".
Altruismo, é um ótimo sinônimo para definir o Amor, o qual muitos não sentem, não vivem, não sonham.
O Amor não virá em fatias, e sim, por inteiro.



Eu.

Tuesday, July 29, 2008

Dentre as nuvens

...Passava por dentre as nuvens, com olhos e pálpebras em tom azul-céu.
Todos os dias quando o sol nasce amparado pela lúa quimérica.


Eu.

Thursday, July 10, 2008

Respirar

Todo segundo à respirar é pura contemplação.
Felizes aqueles que respirão "um" segundo de cada vez.
Intensamente.

Eu.

Monday, July 07, 2008

E-la

Ela.
Cravou-se em meus olhos como selo em carta à endereçar.

Eu.

Friday, June 27, 2008

Vinho tinto

Canção e poema, letras e vinho tinto.
O beijo foi propositalmente nas costas de sua mão.


Eu.

Thursday, June 12, 2008

...sobre (ela)

...olhar de canto.
Cativante.
Apenas contemplação.


Eu.

Sunday, June 08, 2008

Final

...Depois de ver no branco dos olhos aquela consistência inconsistente diante do que sentia, tudo ficou azul como o céu no qual repousam olhares.
Eu.

Thursday, May 29, 2008

?

Aqui.
Tarde de frio, só um reflexo de sol entra pela janela entre-aberta.

Me pergunta sobre o beijo?
Esse chega em pensamentos e frases ainda à escrever.
Assim como o sol e o céu azul sempre serão imponentes.

Eu.

Thursday, May 08, 2008

Edifícios

Tenho avistado "ela" por entre as frestas de edifícios na avenida central, todos os dias, horas e intervalos de loucura; anseio em vê-la no andar de cima, de braços abertos como quem quer voar com asas de borboletas azuis...


Eu.

Monday, May 05, 2008

Fresta

Entre a fresta da janela ângular, à esquerda do quarto, nuvens azuis em forma de almofadas "invadem" o espaço em branco, transpassam os olhos.
Anseio por você.


Eu.

Thursday, April 17, 2008

Algo sobre o "meu e o seu" silêncio

O silêncio amedronta.
Conforta-nos a Fala.
Mas o Silêncio é Infinitude.
Silêncio não tem cara.


E.Dickinson

Tuesday, April 15, 2008

(espaços)

O pensamento voltado para a suposta captação de imagens aleatórias, me fazem impulsionar-me nessa "pseudo" invasão de seus "espaços"
Os espaços entre nós são brechas de ausência ácida.

Eu.

Monday, April 14, 2008

Captação do Eu

A maquina e o pensamento voltados para a suposta captação de imagens aleatórias, me fizeram impulsionar-me nessa "pseudo" invasão de seus "espaços"

Os espaços entre nós são brechas de ausência ácida.


Eu.

Friday, April 04, 2008

Xadrez

Afinidades e Filosofia de calçada discutidas em mesa de Xadrez.
Tênue em sua essência, singular em seu momento.


Eu.

Tuesday, April 01, 2008

Palavras gastas

Nós gastamos as palavras falando-as de maneira imprópria, em momentos difusos, dispersos e
desnecessários.
Devem ser ditas quando clamam, como um tufão que "arrebenta" o peito, quando sentimos plena
convicção em dize-las...
Hoje eu disse a Ela:
Sinto saudades, mais que ontem.

Nós gastamos as palavras.
Eu.

Friday, March 28, 2008

Açucar

Beijos de açúcar em dias de chuva lilás.


Eu.

Monday, March 24, 2008

Noite Branca

Quisera eu ter aquele tamanho, os braços eram longos e reforçados, não tinha apreensão nos olhos, esses eram vultosos e sagazes.
Guilherme não tinha mais cabelos longos como antes, mesmo trabalhando de sol a sol, suas mãos ainda pareciam macias e firmes.
Esticava o corpo todas as manhãs na varanda da casa.
Não era desses garotos que cultuam o corpo, nem precisava...
Morava com os tios, tinha cumplicidade com a tia de nome Vilma, dava-lhe todo carinho que nunca teve dos Pais.
Fato esse que tentava deixar passar despercebido, mas seus olhares tristes eram denunciadores. Tentava desesperadamente esconder-se atrás de certa arrogância e impessoalidade.
Parecia ter poucos amigos.
Muito poucos. Talvez não por opção, quem sabe?
O lugar sagrado eram as quatro paredes brancas daquele quarto frio.
Cheio de adereços em cristais e gesso, cuidadosamente lustrados.
Era cuidadoso.
Excêntrico às vezes.
O fato de nunca abrir as janelas deixava um mau cheiro, nem as cortinas pareciam serem estendidas, algumas frestas de luz adentravam por espaços da entrada que dava para um sótão, escuro e gelado.
Poucas vezes subia ali...
Mantinha coleções de álbuns de vinil, alguns nunca ouvidos, os preferidos estavam na parede, olhava como se olha aquém se quer...
Ao lado a coleção de borboletas azuis, a qual trazia desde a infância, recordação do Pai falecido.
Tentava recompor as asas destruídas pelo tempo, assim como fazia com sua mãe, durante longas noites. O retrato em cima da cama trazia uma mulher austera, com grande vivencia.
Sumiu em um dia de chuva sem deixar vestígios.
Não levou nada, apenas a roupa do corpo.
Estranheza total.
Guilherme matinha um saudosismo ácido.
Como quem só olha de dentro para fora, assim via tudo se delinear em sua frente, pequenos formatos tomavam proporções enormes.
Quem me dera desvendar o que aquele garoto trazia no peito, o que fazia seus olhos brilharem por tão pouco, pareciam tênues seus momentos de felicidade.
Deveriam ser...
É isso! Guilherme só olhava de dentro para fora-tudo partia de uma sensibilidade frágil e extrema.
Não era percebida assim, por olhos nus.
Poucos a percebiam.
Mesmo assim aqueles olhos sempre pareciam cerrados, olhares tímidos e sorrisos amenos. Timidez? Talvez...
Tinha as mãos geladas.
Sempre mudando de lugar os móveis do quarto.
Nada ficava fora do lugar. Só pessoas especiais também podiam ocupar aquele espaço.
Transformara aquele ambiente em algo intransponível.
Único e passível de seus devaneios.
Alguns segredos deveriam estar contidos ali?
Brigava com Bruno o primo mais novo, por sempre estar espiando pela fresta da porta, às vezes em um descuido deixava entreaberta.
Trabalhava com Tio em oficina mecânica, dava duro sem reclamar.
Aos vinte e dois anos tinha acabado o colegial, mas ainda não tinha dado um rumo na vida, muitas indecisões assolavam seus pensamentos, esse era um dos grandes motivos para ser diariamente atormentado pelo Tio.
Homem de poucos sorrisos.
Matuto e exigente, sempre dava tarefas difíceis a Guilherme-algumas embora normais-para Guilherme pareciam definitivamente impossíveis de serem cumpridas.
Mas sempre vazia o possível para servi-lo.
Mesmo contrariado dava tudo de si, era assim em tudo o que se propunha a fazer.
Ir até o mercado era uma dessas tarefas difíceis, não gostava de cruzar as avenidas, preferia as vielas e ruas estreitas, certo que ali haveria pouco movimento.
Alguns olhavam com certo espanto, porque aquele garoto chamava-lhes atenção?
Não pela estética, talvez transpassasse certa inquietude que era disseminada por onde era visto, por onde passava.
Afinal em cidades pequenas todos deveriam se conhecer e assim serem amigos.
Mas isso não acontecia.
Talvez aquele jeito fosse seu e de mais ninguém.
Apenas seu jeito de ser. Andar descalço na grama gelada.
Debaixo do cipreste amarelo encostar os braços, estender as pernas e roer as unhas. Usava camisetas com pétalas bordadas.
Os finais de semanas eram dedicados a falar de amenidades pra si mesmo.
Coisas que simples para muitos, para Guilherme tinham dimensões extremas.
Noites que pareciam cinza, a seus olhos eram brancas.
Era particular e privado seu mundo.
Pequeno grande mundo.


Eu.

Ela e Eu.

Sentinela da 1° pessoa do singular

Eu quero...
Eu quero um começo, um título, uma marca, um apego.
Eu quero nada de mais, nada de menos,
Quero o necessário que se exala
Eu quero um copo, uma luz, uma estrada que caminha sem curvas.
Eu quero intensidade do mais doce sentir,
O néctar das cores da existência
Ah eu quero...
Eu quero me sentir inteira, sair à beira mar,
Tocar as ondas, molhar os pés.
Eu quero sentir o doce nos lábios,
Ver meus olhos nos teus, beijar-te a face.
Eu quero estar lado alado com você.

De Iza para Lucas.

Sunday, March 16, 2008

Chuva (a)

A chuva fina e silênciosa veio de repente; fiquei todo molhado, foi proposital.
Adorei.
Ela ainda escorre pelo vão da janela e faz um barulho de "Jazz" batendo na calha.
Ela, a chuva.


Eu.

Thursday, March 06, 2008

...da minha janela

De todas as lembranças; cravou-se em mim a saudável/saudade de seus olhos, lábios e pálpebras.

Essa realidade pura e insana por vezes é insuportavelmente sem sabor.
Nada somos/seriamos sem os sonhos, realizáveis ou não...


Eu.

Tuesday, March 04, 2008

Pela manhã

As nuvens lá fora estão distantes, muito distantes, o sol desaponta no céu.
Esses dias sempre nos oferecem possibilidades até então impossíveis nesses últimos dias aqui nessa região, captar o céu em seu estado puro, totalmente azul, aquele azul dos sonhos, lindo, poucas nuvens suspensas ao longe, lembram almofadas de algodão, aquela vontade que vêm de sentar-se. Eu sempre me repito, mas qual beleza única e pura não deverá ser relembrada e sentida? Poucas são as pessoas que “cultuam” olhar o céu e contempla-lo, poucas, talvez haja uma explicação concreta para isso, esse tempo voraz que a todos consome que há todos acorrenta. Confesso, é preciso “fugir” desse estado de putrefação da sensibilidade, esse estado que todos têm, mas poucas percebem. Quebrar as “regras” da mesmice não é nada fácil, aliás, poucos conseguem faze-lo, se tornou um desafio nos dias atuais, fazer cada dia valer mais e mais, dedicar um sorriso ao desconhecido, um abraço à alguém o qual não se vê há tempos, amenidades as quais fazem extrema diferença no especo que nos separa, eu e você, no especo que separa todos de todos. Sentar-se na calçada e observar o movimento cadenciado das formigas me parece algo interessante, haja vista o que nos cerca lá fora, não abro mão disso, jamais. As borboletas em suas multicores e silhuetas ainda continuam sendo um dos grandes “vícios” aos meus olhos. Continuo seguindo o caminho que às vezes me parece mais ingrime, mas não há volta ele é único e certeiro é o caminho das flores e espinhos é o caminho do amor e do ódio da paz e da guerra, da felicidade ou tristeza, tudo depende como andarmos nele; nos o fazemos, talvez em parte, mas o fazemos...
Como o tempo muda, rápido assim, já não esta mais aquele céu azul, agora um tom cinzento tomou conta de tudo atrás da janela.
Mesmo assim ainda é passível da mesma contemplação.

De todas as lembranças; cravou-se em mim a saudável/saudade de seus olhos, lábios e pálpebras.
Essa realidade pura e insana por vezes é insuportavelmente sem sabor. Nada somos/seriamos sem os sonhos...


Espero por você entre linhas e o espaço superficial que nos separa, espero por você.
Eu.




Saturday, March 01, 2008

Dreampop

Especial "Dreampop" (02/03/008)
Agradecimentos aos grandes amigos e ótimos conhecedores da boa música alternativa.
Marco Stecz e Neri Rosa.


Canções de algodão.
Ouçam...
http://www.ultimovolume.com.br/

Tuesday, February 19, 2008

Ambição

Tenho a rasa impressão de que a melhor maneira de “existir” nos dias atuais, é preservar uma ambição incolor.





Eu.

Wednesday, February 13, 2008

Depois de caminhar pelas ruas e vielas dos meus sonhos...
Encontrei você!

Thursday, November 29, 2007

A mão livre

Quando escrevo a mão livre, prefiro o lápis.
Às vezes dois olhos é pouco, é tanto ao redor...a sentir, perceber, absorver...
Nunca deixo de ouvir a canção que mais gosto por três ou até quatro vezes...


Eu.

Tuesday, November 13, 2007

Wednesday, November 07, 2007

Sunday, November 04, 2007

Wednesday, October 31, 2007

Sunday, October 28, 2007



Ro (tina)

Toda e qualquer maneira repetitiva ou rotineira, deve ser considerada um "alto-crime" contra si mesmo.
A punição será fazer dos dias algo singular, incomparável e único.


Eu.

Thursday, October 25, 2007

Alado

Andar ao lado seu, ao seu lado.
Essa vontade tamanha que mora em mim, por vezes torpe, cresce, ganha vida à cada novo suspiro, cria asas, quer voar como pássaro que não voa em bando.
É singularmente única.
Ao seu lado, andar ao lado seu.
Lado alado.


Eu.

Wednesday, October 24, 2007



Som

O som do silêncio sempre será incolor e inodoro...



Eu.

Monday, October 22, 2007

Friday, October 12, 2007

Captação (mais um pedaço de céu)


Flores

São tão poucas as pessoas que percebem a fragilidade e beleza de uma flor.
Ah! São tão lindas...não sentem inveja ou rancor, muito menos ódio e sim "amor"
Como todos deveriam observar a beleza e sutileza de uma flor...


Eu.

Sunday, October 07, 2007

Estante de Marfim (memórias de um dia)

É parece que ficar andando em ruas disformes em dias rubros se tornou uma constante, ainda sem café da manhã. Aquele gosto amargo, não nos lábios, no peito.
Olhos fatigados, não pela noite translúcida, pelo semblante dessa que percorre os sonhos. Efêmeros. Ritual sagrado, como o toque para missa das seis horas, onde o pregador é o maior dos pecadores. Hipocrisia litúrgica.Ainda amparado por impossibilidades visionarias, tece poesias nas mãos. Abraça o vento.Os cravos no bolso esquerdo lembram alguém? Ela usava brilho negro sobre os olhos. Sutilmente.Depondo sensações em bloco, segura o coração a cada novo passo. Sobressaem os olhos em desconfiança. Agora as mãos precisam de novas mãos. Solidão. Medindo olhares de ferrugem. Paixão agora só pelo sono noturno. Sempre espera que a noite chegue logo. Radiante.Os passos cotidianos invadem interiores, arrombam os sonhos. Semeiam incertezas.
O futuro se resume em conquistas momentâneas. Desapego.
Amiga das distancias. Esses olhares azulados que deparam a mim são medidas de tempo, teem o tom das nuvens. Naquela calçada borrada a giz de pedra, se esconde o segredo dos dias. Caminhada. A passos largos, o sol queima a retina dos olhos. Amores transitórios. Promessas desfeitas. Aquele ultimo beijo foi amargo.
Gosto de rosa despedaçada.
Queima a palma das mãos.
Esperava decididamente encontra-la novamente debaixo da sombra das arvores amarelas.
Dessa vez nada quebraria o encanto daquela manhã.
Apesar dos dias sempre serem cinzas tudo tinha tons diversos.
As nuvens delineavam rachaduras nos céus.
Ecos das canções do inverno passado passavam. Transbordavam.
Não seria mais um dia de reticências?
Denunciadores eram os olhos verdes como a grama de um jardim suspenso, lábios trêmulos.
Aperta as mãos sobre o peito. Descompasso.
Depois à volta para a casa de tijolos a vista.
Sinuosa.
Só desejo imensamente que ela me ligue em hora avulsa.
Tudo se transforma.
Do gelo se faz fogo.
Na morte à vida.
Desses dias e por essas ruas ainda restam lembranças.

Lucas Chibinski

Saturday, October 06, 2007

Cravo nos lábios

As caixas brancas ainda contem as rosas vermelhas!
Ficou o gosto de cravo nos lábios...


Eu.

Wednesday, October 03, 2007

"Verdades"

Criem suas próprias "verdades" não comprem "verdades" alheias, mesmo porque ambas sempre serão passíveis de questionamentos.


Eu.

Monday, September 24, 2007

Luz

...ontem e hoje talvez no amanhã, só há um desejo único em mim...
Que a doçura e suavidade abriguem-se, definitivamente, que raiva e rancor sejam sementes ébrias de jardins de poesia e luz.



Eu.

Sunday, September 23, 2007

Ébrio

No "Ontem" e "Hoje" talvez no amanhã, só há um desejo único nesse meu Eu.
Que doçura e suavidade abriguem-se em mim...que raiva e rancor sejam sementes ébrias de jardins de poesia e luz...


Eu.

Saturday, September 22, 2007

Toca (me)

Apenas toca-me, de leve e sem medo, depois, como fazem os pássaros que voam de árvores imensas, volta em revoada e leva-me contigo...
Leva-me e não traz de volta.


Eu.

Monday, September 17, 2007

Trilho (s)

...adorava ficar próximo aos trilhos do trêm, ele passava de hora em hora, contava os vagões. Passavam tão rápido...
Tinha toda certeza que voaria sem asas, ainda tenho...

Quando escrevo a mão livre, prefiro o lápis.
Às vezes dois olhos é pouco para captar "tudo" ao redor.
Contenho-me.
Nunca deixo de ouvir a canção que mais gosto por três ou até quatro vezes, é assim com o poema recitado.


Eu.

Sunday, September 16, 2007

...

A singular doçura das palavras tecidas à lápis cor de carvão, "deunuciadas" em papel de seda branca, fazem dos dias algo divinamente iluminado, como um coração em desatino...
Iluminemos então nossos dias mesmo sem luz.


Eu.


Monday, September 10, 2007

Palavra (s)

A singular doçura das palavras tecidas à lápis cor carvão, fazem com que nossos dias palpitem, mais e mais, como um coração em desatino...


Eu.

Saturday, September 01, 2007

Nada de novo

Não há mais nada de "novo" no novo, pois, tudo não passa de uma recriação "nova" do velho.


Eu.

Wednesday, August 22, 2007

Estrela

Uma estrela passou por mim, me fez um pedido...não sei se posso realiza-lo...


Eu.

Sunday, August 19, 2007

Reticências

Sonhos..........e.......concretizações..............passam.........por elas........as...........reticências.


Eu.

Monday, August 06, 2007

Eu.

...Continuarei achando que a cor natural dos olhos do céu sempre será azul.
Mesmo depois de todas as tempestades.


Eu.

Saturday, August 04, 2007

Carvão

...ainda há algo de mim sobre aquelas pálpebras azuladas.


Eu.

Wednesday, August 01, 2007

Amigos na verdadeira acepção da palavra

Amigos na verdadeira acepção da palavra.

Os grandes amigos não se fazem apenas de presença física, mas sim de entrega, de entrega em espirito-alma.
Todos são passiveis de erros.
Alguns amigos são como geleiras, com o tempo e acometidos por um sol escaldante, derretem. Somem.
São apenas amigos de gelo.
Já alguns amigos, mesmo passíveis de erros, perduram, pois, esse mesmo sol os alimenta.
Alimentando-nos.
Juntos.

Eu.

Friday, July 27, 2007

Fim (s)

...por fim, um abraço naquelas árvores; a descoberta que as nuvens em tons multicores, ainda fazem desenhos indecifráveis, por minutos lembram almofadas onde anjos se deitam à espreitar o brilho da lua no alto.
Tudo faz com que o dia se transforme, se cultivado atentamente de minuto a minuto, de hora em hora.

Eu.

Wednesday, July 25, 2007

...debaixo do cipreste amarelo encostar os braços, estender as pernas e roer as unhas. Usava camisetas com pétalas bordadas à mão.Os finais de semanas eram dedicados a falar de amenidades...apenas amenidades.

Eu.

Wednesday, July 18, 2007

Eu (s)

...lá estava eu, a calçada e o silêncio.


Eu.
...reticências é o que vêm em momentos de tristeza como este, repetem e se repetem, há que haver mudanças.Textos de indignação são importantes em relação a isso tudo, suponho que seja "obrigação" coletiva o impulso para uma melhoria, mesmo que lenta, é necessária.
URGENTE!
Comecemos contribuir de alguma forma, todos nós.

Eu.

Thursday, July 05, 2007

Eu para ela.

...Só há um desejo em mim, de roubo, vêm e furta-me, leva-me contigo, em palavras e sonhos... Espero-te debaixo daquela sombra, por mais tênue que seja, leva-me?

Eu para ela.

Sunday, July 01, 2007

Querer

...queira “DEUS” que conceda a ti o brilho de seus olhos azuis, sedentos, coberta de rosas vermelhas, debaixo do Ipê Amarelo, dentre a sombra dessa futura manhã abençoada, certa, e tão esperada...

Eu.

Thursday, June 28, 2007

Branco dos olhos

Branco dos olhos
Pálido é o espelho que reflete sua hora
Das cortinas lilases que se sobressaem em transe

Ao avesso do espinho que sangra!
Despejam-se nas mãos esperanças remotas
Cravou-se no varal das incertezas
Debruçou-se em línguas infalíveis
Denunciado foi no branco dos olhos...

Eu.

Tuesday, June 26, 2007

Delírio (s)

...que venha a chuva e nos molhe de sensações, nos brinde com delírios e devaneios, afinal tudo isso "aqui", nesse plano, é apenas abstração do que pode ser "concreto" .
Eu.

Sunday, June 24, 2007

Pálpebra Lilás

...apenas pálpebra Lilás.

Eu.

Monday, June 18, 2007

Mar (celas) do campo

Algumas marcelas do campo.
Pular os vagões de um trem abandonado em dias de sol. Ali também trocavam postais da época vitoriana. Vinho tinto às cinco horas da manhã. Alguns hábitos tornaram-se insubstituíveis. Dessa maneira simples e tênue o tempo para Léo e Beatriz não existiu. Foram três estações primaveris e um intenso inverno juntos. Tudo teve seu fim em certo dia solar, quando se desabrochou um pedaço de céu, que já não era mais cinza, e assim o sol mostrou um de seus olhos. Tudo existiu, mesmo não existindo....
Eu.

Wednesday, June 13, 2007

Debruça em mim

...todo seu, todo nosso...café e/ou chá + amenidades, vêm...debruça em mim.

Monday, June 11, 2007

Ama (relo)

...vejo nas sublimes palavras estendidas através de um campo de flores amarelas um repleto mar de fragrâncias e pureza nunca até então sentido, visto.Não há mais ausência de você...nos temos.
Agora.

Eu.

Tuesday, June 05, 2007

Sub(ida)

Sobes até a montanha mágica de sua imaginação e sentes o desejo realizado, pulsando em ti como um coração em desatino...

Eu subi.
Eu.

Saturday, June 02, 2007

Al (ma)
Mesmo quando os olhos não alcançam, não impedem que almas se aproximem...

Eu.

Friday, June 01, 2007

Instan (te)

Improvável sim...?!Não?
Quem bom, o não-impossível conforta-me.
É possível.
Espero.
Anseio.
Agora.
Mais do que alguns minutos atrás, muito mais...

Eu + eu.

Sunday, May 27, 2007

Fresta

...o lado de fora nos espera, café + amenidades.
Têm um traço de sol que entra pela fresta da janela, deixei de total propósito.
Aquece-me.

Eu.

Tuesday, May 22, 2007

Imagino agora "meu mundo". Aspirar, aspirar, aspirar...
Eu.

Monday, May 21, 2007

...eu, ao sentar-se ali, ao seu lado, pensava, desejava implicitamente, a cada instante, que após a descida final, teríamos juntas, ainda que por alguns segundos, as mãos entrelaçadas... O quão doce seria.Eu desejava....

Eu.

Sunday, May 20, 2007

Que essa amizade construída há tempos se solidifique a cada novo contato, a cada nova manhã, e um dia desses através do olhar.

Eu.

Wednesday, May 16, 2007

Algo sobre superficialidade.
Se falamos em "massa" falamos também em um fenômeno que não é de hoje, a superficialidade pode ser relativizada é fácil assim, ela é mais clara, mas só para aqueles que não vêem mais longe, ou não querem ver. Sem essa de tirar a fruta do pé da árvore e sentir o gosto verdadeiro dela, seja doce ou amarga, querem frutas nos plásticos, querem apenas fruta doce, esses TODOS - leia-se a maioria - querem.SALVE! os que ainda preferem sentir o gosto indefinível da descoberta, o amargo torna-se doce!

Eu.

Monday, May 14, 2007

Esses gostos quem estão aquém da "massa" cotidiana, me chamam à atenção, essa estranheza toda.

"O belo esta no subterrâneo"

“Mas realmente o massificado pouco me atrai.”
- Idem. Temos algo em comum, isso é bom!

Por que a maioria prefere aquilo que tem sabor artificial e vêm em caixas bonitas?

- Talvez porque as caixas bonitas são bonitas por fora, mas ocas por dentro, porque o artificial tem sabor artificial, ele é sem sabor.


Dialogo de um segundo.
Eu + Eu.

Sunday, May 13, 2007

Saturday, May 12, 2007

Deitado em seu colo como criança quando se aninha em coração de mãe.
Do dia de hoje, só lembro de nós no dia de ontem...
Foi singular, puro e terno, como deve ser.

Ontem.

Eu.

Friday, May 11, 2007

Adoro a infância que reina em mim
Me traz junto ao viver pleno
Plenitude.
Encanta meu existir
Esta cravada em mim...

Eu.
Hai Kais.

Debruça-te o peito em espinho partido?
Dessa névoa gelada
Nascera um novo homem...

Eu.

Wednesday, May 09, 2007

Um poema do grande Goethe.
Grande.

A noite é a metade da vida, e a melhor metade.
Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira.
Só é digno da vida aquele que vai, todos os dias, à luta por ela.
A alma humana avança constantemente, mas em linha espiral.
Quando trabalho o dia inteiro, acolhe-me de braços abertos; uma noite amiga.
Vive quem ousadamente vive.
A juventude é a embriaguez sem vinho.
O talento se educa no silêncio e o caráter na tempestade.
Tudo quanto se destina a surtir efeito nos corações, do coração deve sair.
Quanto mais te sentes homem, tanto mais te pareces aos deuses .

Goethe

Monday, May 07, 2007

Kath Bloom (Come Here)

There's wind that blows in from the north. And it says that loving takes this course. Come here. Come here. No I'm not impossible to touch I have never wanted you so much. Come here. Come here. Have I never laid down by your side. Baby, let's forget about this pride. Come here. Come here. Well I'm in no hurry. Don't have to run away this time. I know you're timid. But it's gonna be all right this time.

Singularmente Belo!

Espia ai, vai:
http://www.youtube.com/watch?v=-ysuvpUOBoE

Wednesday, May 02, 2007

Eu ainda acredito, mesmo sem acreditar.

Mesmo com declínio extremo da Humanidade, o que nos resta é acreditar, e acima de tudo cada um fazer sua parte, jamais haverá melhorias sem a coletividade humana, aspecto esse, que deixa muito a desejar.

Que seja utopia, mas seja!
“É preciso que a História deixe de nos aparecer como uma necrópole adormecida onde só passam sombras despojadas de substâncias. É preciso que, no velho palácio silencioso da luta, todos cobertos da poeira do combate, do sangue coagulado do monstro vencido e que, abrindo as janelas de par em par, avivando as luzes e restabelecendo o barulho despertem com a própria vida, com a vossa vida quente e jovem, a vida gelada da princesa adormecida.”

Lucien Febvre, Combates pela História (1952)
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