Saturday, May 21, 2016

Grafia

Tinha o hábito de sentir nas palavras que escrevia a imagem prévia de alguém que poderia recebê-las, sim, as palavras pareciam ter uma face, algo que imprimiria um caráter muito mais pessoal, tudo o que passava era devidamente descrito em sintonia com a mudança da luz. Talvez os povos ágrafos, aqueles sem escrita alguma, poderiam comunicar-se muito mais intensamente que eles, os ditos povos de escrita singular e detentores de uma gramatica usual, a simbologia das ações poderiam dizer-lhes muitos mais que palavras ou mensagens redundantes.               

                                                           As imagens falavam.