Saturday, August 11, 2018

Livre, enfim...

Era puro engodo, tornou-se aquém de si, o que sempre quis ser, mais do mesmo.
Entre insanidades e anseios, o mais torpe e acometido foi o acaso...
Ela: agora é quem realmente sempre foi, espaço vazio, impróprio e vulgar.
Depois de todos os impropérios, vêm sublimando baixa estima, escapismo e  medo velado...

Meu céu não precisa mais do seu...



Saturday, February 17, 2018

Resquícios

 Do sol não aparente...


                                                                Da luz não aparente...
Da sombra não aparente...

Monday, October 23, 2017

Espaços

Eu deixo tudo entre os espaços, os mesmos que nos separam e por vezes nos unem. Espaços nos atam em um instante. Não tenho apreço por essas relações às quais se interligam sem conexões prévias, desprovidas de tato, sensação presente. Em um corpo há alma, com fragrância e luz a iluminar as mãos sensíveis de entes que lhe tocam. As luzes dos olhos de alguém lhe tocaram hoje? Manha abissal em nossas mãos... Tinha um bosque azul, do mais esplendido azul, azul que ameniza a retina dos olhos; em alto mar, mare mansa sem redemoinhos. 

Desde ontem tento preencher espaços, lacunas laterais, lanternas que beiram o canto descolorido da casa, cães desprovidos de calor me causam medo, sinto a fome neles. A madeira velha foi substituída naquele espaço onde o ar frio entrava com violência. Da repentina que chuva que cai em mim, ficaram as marcas de anos anteriores, anos que não votam jamais, o presente é um estágio constante da saudade. Já pensou na possibilidade de perder a sensação de tempo? 


Ele.

Sunday, March 19, 2017

Monday, March 13, 2017

Novos caminhos

Só escrevo quando a pele arde.
Nada é sutil o bastante que não possa distrair alguém em constante distração, pois a distração muitas vezes é encanto, escondido entre árvores emudecidas.
Não à distração dos atônitos, mas a erudição dos sábios populares, os contempladores dos mínimos acontecimentos, aqueles considerados irrelevantes, ao redor tudo ganhará proporções gigantescas, ao redor de tudo que nos cerca. 
Agora só quero a beleza dos rios e a imensidão do silêncio, não tenho mais apreço por desventuras de quem não sabe voar.
 É tanto.

Queria eu dar conta de tudo que vem de mim; não tenho aptidão para multidões, nem de sonhos em bloco, são tantos... 
A maioria deles não serão vivenciados, já mediu o quanto de seus sonhos não serão vivenciados? 
Isso é realidade ácida, mas não nos importa mais a quantidade, mas sim, a intensidade, não é? 
É o final, desse espaço veremos novas eras, novos olhares, novas sensações, a retina se purificou. 
O que ficou foi a verdade dos erros e acertos. 
Não quero mudar nada em mim, enfim, novos caminhos.

Saturday, January 07, 2017

Monday, November 21, 2016

Ode disforme


És céu onde padece meu sonho de apreço febril
És céu onde reina a quimera de uma vida sem fim
És céu onde o bocejo da aurora em sono se cala
És céu onde revejo vestígios de corpos benzidos pelo afã do suor

És céu onde tudo se refaz e renasce sem vida
És céu de lençóis  translúcidos e virgens corpóreas
És céu de repouso lunar e olhares de culpa 
És céu onde transbordam espumas  em cetim dourado

És céu de brancos incalculáveis e brechas falíveis 
És céu em línguas insólitas e suspiros de afeto

És céu...