Saturday, May 21, 2016

Grafia

Tinha o hábito de sentir nas palavras que escrevia a imagem prévia de alguém que poderia recebê-las, sim, as palavras pareciam ter uma face, algo que imprimiria um caráter muito mais pessoal, tudo o que passava era devidamente descrito em sintonia com a mudança da luz. Talvez os povos ágrafos, aqueles sem escrita alguma, poderiam comunicar-se muito mais intensamente que eles, os ditos povos de escrita singular e detentores de uma gramatica usual, a simbologia das ações poderiam dizer-lhes muitos mais que palavras ou mensagens redundantes.               

                                                           As imagens falavam.












Saturday, April 09, 2016

Disseminando céu(s)

E o 'vazio' só, sem-magoa nem âncora...
Preencheu-se de  céu.




Friday, March 18, 2016

Habitar-te

Terias o hábito de sentir nas palavras que escreveria a imagem prévia de quem poderia recebê-las? Sim. As palavras pareciam ter uma face, um simbolo notório de existência. 
Algo que em si, imprimiria um caráter muito mais pessoal, tudo que passava era devidamente descrito em sintonia com a mudança da luz, dos espaços que em 'tu' ele ainda habitava. Escuridão e clarividência, interpondo-se...

Ele.










Thursday, February 18, 2016

Enfim...

Através da janela de aço em traçado perpendicular
Re/vê aqueles olhos e cabelos azul/vulcão

Brincos e miçangas degradadas/inusitado
Lábios de tom carmim cantam o arrasto de noite/dia

Uma silhueta em resignação/desintoxicada de ilusões/sensações
Sobrepõem-se entre andar/sonhar

Vislumbra uma dança que perpassa o espelho/jardim
Ébrios, ambos sorriem/cantam

Enfim...

Ele.






Monday, January 25, 2016

Wednesday, January 20, 2016

Trilogia




Hesitais

Não hesitais em sentir em mim o peso dos lábios que lhe miram...
É tudo tão cândido e puro, como a clarividência de nuvens em forma de almofadas!

Ainda assim...
Hesitais.


Ele.





Wednesday, January 06, 2016

Contempladores de amenidades

Andar de segundo a segundo sem perceber as mudanças remotas que ocorrem ao entorno, seria a perca anunciada das minuciosidades da vida. Nada é sutil o bastante que não possa distrair alguém em constante distração. Não a distração dos atônitos, mas a erudição dos sábios populares, os contempladores dos mínimos acontecimentos considerados irrelevantes ao redor. Essas ocorrências singulares e adjacentes que perpassam os limiares do entendimento humano tornam-se atraentes quando olhadas por ângulos irregulares e nada usuais. 



Ele.