Thursday, February 24, 2011

Sonhar (te)

Todos os sonhos são passíveis de realização, porém, alguns ditos e/ou tidos como inatingíveis, concretizam-se além da retina dos olhos, não são/serão jamais visíveis.

Eu.

Thursday, February 17, 2011

Anônimo

Falo muito mais de mim quando escrevo, motivo?
Não sei...
Talvez a pretensão de anonimato perene.
Olhares, esses sim sempre serão denunciadores de meu avesso.

Eu.

Friday, February 11, 2011

O som do silêncio é incolor...

Eram perceptíveis apenas as folhas, as sentia com os dedos dos pés.
De mãos ao vento, como quem corta o céu em linhas e faz desenhos em nuvens, seguia. Andar por sobre a grama verde em dias cinza.
Seu andar era lento, pernas curtas, não tinha muito alcance com os braços finos. Esmagava folhas secas com a palma das mãos, matinha um gosto amargo nos lábios.
Com baixo tom de voz.
Olhar distante. Cabelos eriçados e pele alva.
Olhava-se no espelho ao menos três vezes ao dia, e o que via?
Alguém incomum, diferente. Por vezes atônito, a um passo da despedida insólita.
Anel cor de sangue na mão direita.
Andava diariamente pela aquela viela de pedras soltas, ar pesado.
Lenço lilás no pescoço. Unhas negras e dedos curtos.
Preencher espaços ainda não habitados perecia ser a intenção.
Sorrateiramente inclinando-se entre dia e noite.
Tardes outonais eram descritas em folha branca. Letras escondidas debaixo da cama prateada., na janela apenas um vaso amarelado e sem flores.
Regar o que ali? Observava quando o sol se punha, todo o dia era assim, com ou sem chuva. Não dava ouvidos aos desavisados, aqueles que não percebiam a cor do céu nem as aves que revoavam continuamente aquele povoado deserto e sem luz.
Tudo perecia conter algo de inédito.
Ainda não contemplado por aqueles olhos cor de brasa.
Definitivamente é de impressionar a sagacidade que traz nesses olhos, algo íntimo sempre acontecia, mudava repentinamente.
Sem hora marcada ou movimentos estudados.
Uma vontade tênue e lilás de surpreender-se.
A cada segundo o silêncio é cultuado divinamente. Sem deixar transparecer um semblante preocupado ou tenso. Calmaria. É o que tomava conta, parecia viver entre um misto de devoção e alienação desmedida.
Por escolha talvez. Quem sabe? Esse hábito de brincar com palavras foram-lhe tomando aos poucos. Assim gradativamente.
A modéstia agora dava lugar ao único e improvável momento de espera.
O futuro caracterizava-se como a maior das promessas mal contadas.
Apesar de certo apreço por multicores, às vezes tudo à volta lhe parecia monocromático. Essa vontade latente que pairava em tecer nos dias algo supremo.
Ver um mundo caótico ao avesso. – O silêncio lhe dizendo:
- No final daquele poço há mais um estúpido querendo lhe jogar a corda.
Deixaria que o afogamento fosse divino e único?
O medo agora era medo de não tentar.
Após debruçar-se sobre aquela calçada fria, pensou.
Pensou muito sobre como descreveria aquele novo momento de silêncio.

Eu.

Friday, February 04, 2011

...

A curiosidade Humana desmedida é espantosa, a ponto de ser comparada com tamanha falta de humildade que assola a “todos” assim como um suicídio coletivo de almas com ego galopante .
Diante disso, confesso meu “grau” de hipocrisia.

Eu.