Wednesday, July 21, 2010

Andara

Andando em dias de céu azul, pele alva, arde com o sol forte.
Queima, assim como paixões em semanas despedaçadas.
Andar em ruas de calçadas paralelas, olhos se alimentam de olhos.
Mãos devidamente amparadas por minúsculas ampolas de sal, caustico e frio.
Coração pulsa em batidas avulsas, desmedidas são as horas, solitárias depois das 6 da tarde, com ela.
Sonhos trilhados em linhas retilíneas sobem e descem, montanhas sem queda.
Lábios de carvão, umedecidos pela garoa fina, chuva de plástico.
Pétalas roxas habitam a caixa desbotada, presente sem cor em dias de luto.
Movimentos disformes sob a cama angular, fragrâncias no cetim.
Orações quando o sol se põe, saudades invisíveis.
Visíveis com ela.
Pés descalços sobre a grama azulada.
Amigos de gelo.
Amores flutuantes, espuma de vidro.
No brilho da estrela cintilante, esconde-se a promessa desfeita, efêmera.


Eu.

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